O macacão azul tornou-se, assim, o uniforme do operário até aos anos 70, e ainda hoje é usado por muitos trabalhadores manuais. Historicamente fabricado em moleskin ou sarja de algodão, é um casaco de corte reto (pouco cintado) com gola de camisa e três bolsos de aplique. Muitos dos macacões azuis contemporâneos, ainda especificamente destinados aos trabalhadores manuais, já não são 100% algodão, sendo adicionada uma parte de fibras sintéticas ao tecido para facilitar a manutenção e reduzir os custos de produção.
O sucesso do azul de trabalho levou à sua adoção fora do mundo operário. Muitas profissões adotaram-no: agricultores, pescadores, carteiros... O «bleu de chauffe» é ocasaco de trabalhofrancêsque os ferroviários usavam no início do século XX, quando tinham de alimentar com carvão os motores das locomotivas a vapor. O macacão azul tornou-se progressivamente na moda e foi adotado a partir de meados do século XX por alguns artistas, como pintores e escultores.
Adotado durante os protestos de maio de 1968 pelos estudantes como um sinal de convergência com as lutas operárias, o macacão azul foi amplamente reinterpretado pelos grandes nomes da moda. Esta peça de vestuário intemporal é agora disponível em diferentes versões e cores, adaptando-se a todos os usos e momentos da vida contemporânea. Há mais de uma década, ela seduz muito além das fronteiras da França, onde o sucesso da intemporal jaqueta de trabalho francesa, também chamada de «French work jacket», é inegável.